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segunda-feira, 13 de abril de 2009
A HISTÓRIA DO CAVALO
sábado, 11 de abril de 2009
As cinco desculpas de Moisés
Quando ainda na adolescência, subitamente percebi que minha igreja não era tão grande. Não era a menor igreja, mas definitivamente também não era a grande estrutura que eu imaginara em minha infância.
A vida de fé de Moisés não começou em Hebreus 11, o “Quem é Quem da Fé”. Ela se iniciou junto a um arbusto ardente, em conversa com Deus. Moisés não disse ousadamente: “Sim, Senhor, que Tua vontade seja feita”. A conversa foi mais ou menos como: “Senhor, não podes enviar outra pessoa?”
A imagem poderosa de um príncipe egípcio, profeta e chefe militar que libertou milhões de pessoas da escravatura é aquela que nos vem das histórias de nossa infância. Víamos a figura de um caráter supra-real e pensávamos: “Puxa! Nunca poderia ser como ele”. Mas uma leitura acurada da narrativa bíblica nos ajuda a ver Moisés sob luz mais realista. É essa imagem, sem diminuir o impacto que ela teve na história do mundo e da salvação, que me dá esperança, coragem e fé.
Moisés cresceu como um príncipe do Egito, mas fugiu de Faraó depois de se ter interposto numa briga entre um hebreu e um egípcio e matado esse último. Tendo ficado exilado no deserto por cerca de 40 anos, Moisés, com 80 anos a esta altura da narrativa, estava pastoreando ovelhas próximo ao monte Horebe, quando viu algo estranho. Chamas subiam de um arbusto, mas esse não se queimava. Ao Moisés aproximar-se do arbusto, ouviu uma voz chamando-o pelo nome. A voz identificou quem falava: “Eu Sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.” Deus, então, participou Seu plano a Moisés: Ele tinha ouvido os clamores de Seu povo por causa da opressão da escravidão egípcia, e viera para resolver a situação. O Senhor queria que Moisés se unisse a Ele na libertação do povo (Êxodo 3:7-10). Neste ponto, Moisés começou a apresentar uma série de desculpas, algumas das quais podem parecer familiares a você.
Desculpa N° 1:
Boa pergunta. Moisés tinha estado apascentando ovelhas durante 40 anos, e o pensamento de um pastor, a quem os egípcios desprezavam, ir falar com um rei era contrário ao protocolo usual.
A resposta de Deus: “Eu irei contigo; e isto te será por sinal de que Eu te enviei: Quando houveres tirado este povo do Egito, servireis a Deus neste monte” (verso 12).
Deus não somente prometeu Sua presença; Ele também deu a Moisés a certeza de que sua missão seria bem-sucedida. Mesmo na presença de um rei terrestre, ele não tinha razão para temer ou sentir-se inferior. Contudo, Moisés não entendeu a coisa dessa maneira.
Desculpa N° 2:
Outra boa interrogação. Se você for dizer a centenas de milhares de pessoas que foi convidado a comandar sua libertação, seria bom ter o nome da pessoa de quem você recebeu tal autoridade. Também, os nomes eram muito importantes para a mentalidade semita, porque descreviam o caráter do indivíduo.
A resposta de Deus: “Eu Sou o que Sou” (verso 14).
Nas Escrituras, depois de Deus Se ter revelado a Seu povo, eles freqüentemente O descreviam de uma nova maneira, à medida que O iam conhecendo (ver, por exemplo, Salmo 140:7, “meu forte libertador”; Salmo 71:5, “minha esperança”; II Coríntios 1:3, “Deus de toda consolação”). Os judeus sempre reconheceram Eu Sou como o nome que distinguia o Deus verdadeiro dos deuses falsos. Não havia engano sobre quem enviava Moisés em sua missão. Deus não apenas disse quem Ele era, mas também exatamente a quem falar, o que dizer, e lhe deu a garantia de que eles o ouviriam. Agora Moisés está pronto para sua missão. Bem, ainda não!
Desculpa N° 3:
Notemos isto: Deus acabara de assegurar a Moisés que os líderes do povo o ouviriam. Está ficando bem claro que Moisés não era um sujeito bem disposto. Contudo, Deus sabia que a fé de Moisés ainda precisava ser fortalecida. Assim Ele operou através dele para transformar uma vara numa cobra, para tornar sua mão leprosa e depois curá-la, e transformar água em sangue.
Não gostaríamos, por vezes, que Deus nos mostrasse sinais sobrenaturais, e então prometeríamos confiar nEle e obedecê-Lo? Sua Palavra parece não ser suficiente.
Egito: eis que chegamos ao destino! Bem, não exatamente.
Desculpa N° 4:
À luz do que estava acontecendo — Deus lhe prometera Sua companhia, assegurou-lhe do êxito de sua missão e forneceu-lhe sinais miraculosos — a relutância de Moisés não era um sinal de humildade ou reconhecimento da própria incapacidade. Ela revelou incredulidade na capacidade divina.
Quando recusamos a nos unir a Deus em Sua obra, estamos revelando falta de confiança em Sua habilidade de operar em nós. A Palavra de Deus é cheia de promessas e garantias de Sua presença e competência de agir em nós e por nós. Precisamos aprender a tomá-Lo pela Sua Palavra.
Houve tempos quando cheguei a perguntar a Deus, “Por que o Senhor me deu esta incumbência? Há tantas outras pessoas que não têm as fraquezas que eu tenho. Por que o Senhor não as usa?” Mas então vem a resposta: “A minha graça te basta porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (II Coríntios 12:9). Se nos sentimos fracos, limitados ou inadequados, somos o melhor instrumento mediante o qual o poder de Deus pode operar.
Isso não significa que Deus nos queira manter sob Sua tutela como fracos. Ele Se ocupa do crescimento das pessoas. Deseja que sejamos confiantes e tenhamos um forte senso de valor próprio. Contudo, em lugar de nossa confiança e sentimentos de valor virem de coisas ou de outras pessoas, eles devem ser o resultado de nosso relacionamento com Ele.
A resposta de Deus: “Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não Sou Eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e Eu serei com tua boca, e te ensinarei o que hás de falar” (versos 11 e 12).
Aparentemente, Moisés não tinha compreendido bem que o Deus que criou sua boca, ouvidos e olhos era plenamente capaz de fazê-los funcionar. Por vezes nos esquecemos de que estamos lidando com o Criador do Universo.
Agora, Deus ordena que Moisés vá e promete estar com ele. Está Moisés pronto?
Desculpa N° 5:
Em nossa tradução tais palavras soam como uma queixa, mas no original hebraico repercute como rudeza: “Por favor, envia por mão daquele a quem tu hás de enviar.” Em outras palavras: “Não gostaria de dar essa informação a uma pessoa que vai aceitar o encargo?”
Quando Deus contestou todas as desculpas de Moisés, seus motivos secretos foram revelados: Ele não queria a designação. Acho que Moisés queria unir-se a Deus em Sua obra — apenas tinha dificuldade em crer que Deus poderia torná-lo suficientemente capaz para o trabalho.
O mesmo que sucede com muitos de nós. Quando somos relutantes em obedecer a Deus, não é que não queremos. É que não nos sentimos suficientemente capazes. Mas é aí que precisamos tomar a Deus em Sua palavra. Precisamos confiar nEle o bastante para crer que Ele é capaz de nos qualificar para a obra à qual nos chama. E quando estamos dispostos a avançar pela fé e a obedecê-Lo, vamos sentir a Deus como nunca antes.
A resposta de Deus: “Que tal teu irmão Aarão?” (verso 14).
Deus estabeleceu um relacionamento com Moisés. Ele desejava que Moisés se unisse a Ele na obra em favor de Seu povo. Assim o Senhor estava disposto a encontrar-Se com Moisés justamente onde esse se achava. Infelizmente, o poder que Deus prometeu a Moisés não lhe foi suficiente. Ele somente aquiesceu quando a ajuda de uma criatura finita lhe foi oferecida. Moisés falaria mediante Aarão e isso o limitava em sua obra.
O que acontece com você? Tem você se valido de qualquer das desculpas de Moisés no diálogo com Deus? Está tendo dificuldade de confiar que Ele é capaz de qualificá-lo para o trabalho ao qual o chamou?
Se Deus quisesse criaturas perfeitas para cooperar com Ele, poderia ter usado anjos. Mas, em vez disso, Ele nos escolheu. Se permitirmos que o Senhor trabalhe por nosso intermédio, tornar-nos-emos uma evidência inquestionável de Seu poder. Pela obediência, Moisés tornou-se um líder poderoso — poderoso o suficiente para mudar o curso da história. Ainda mais importante: ele se tornou um possante homem de fé, que participou com Deus da história da salvação e que foi ressuscitado e levado para o céu porque Deus o considerou “Seu amigo” (Êxodo 33:11).
Você está em boa companhia.
Deus é Culpado?
“Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos, nós temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como é, eu acredito que Ele, calmamente, nos deixou. Como poderemos esperar que Deus nos dê a Sua benção e Sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?
Eu creio que tudo começou desde que disseram que era impróprio fazer oração nas escolas americanas e que seria melhor também não ler mais a Bíblia nos colégios, e nós concordamos.
Logo em seguida, o pediatra Benjamin Spock dise que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar a auto-estima deles (o filho do doutro Spock suicidou-se). Nós dissemos: “um perito nesse assunto deve saber o que está falando.”
Depois, alguém disse que os professores e os diretores das escolas não deveriam disciplinar os nossos filhos quando eles se comportassem mal. Aí, alguém sugeriu que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas eles quisessem, para que pudessem se divertir à vontade.
Alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas e disséssemos que isto é uma coisa sadia, uma apreciação natural da beleza do corpo feminino. Só que uma outra pessoa levou isto um passo mais adiante e publicou fotos de crianças nuas, colocando-as à disposição na internet.
Agora nós estamos nos perguntando, porque nossos filhos não tem consciência e não sabem distinguir entre o bem e o mal, o certo e o errado? Por que não lhes incomoda matar pessoas estranhas, seus próprios colegas de classe ou a si próprios? Provavelmente, se nós analisarmos tudo isto seriamente, iremos facilmente compreender que nós colhemos exatamente aquilo que semeamos!
Se uma menina escrevesse um bilhetinho para Deus dizendo: “Senhor, por que não salvaste aquela criança na escola?”, a resposta Dele seria: “Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!”
É triste como as pessos simplesmentem culpam Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno. Como cremos em tudo que os jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia ensina. É triste ver como alguém diz: “Eu creio em Deus”, mas ainda assim segue a Satanás, que , por sinal, também “crê” em Deus.
As Maldições das Festas Juninas
Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro são as festas juninas,que animam todo o mês de junho com muita música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro.
Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil.
Seria as festas juninas folclore ou religião? Até onde podemos distinguir entre ambos? Neste estudo não pretendemos atacar a religião católica, já que todos podem professar a religião que bem desejarem, o que também é um direito constitucional. mas tão somente confrontar tais práticas com o que diz a Bíblia.
Herança Portuguesa
A palavra folclore é formada dos termos ingleses folk (gente) e lore (sabedoria popular ou tradição) e significa “o conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções; ou estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas em suas lendas, crenças, canções e costumes.
Como é do conhecimento geral, fomos descobertos pelos portugueses, povo de crença reconhecidamente católica. Suas tradições religiosas foram por nós herdadas e facilmente se incorporaram em nossas terras, conservando seu aspecto folclórico. Sob essa base é que instituições educacionais promovem, em nome do ensino, as festividades juninas, expressão que carrega consigo muito mais do que uma simples relação entre a festa e o mês de sua realização.
Entretanto, convém salientar a coerente distancia existente as finalidades educacionais e as religiosas.
É bom lembrar também que nessa época as escolas, "em nome da cultura", incentivam tais festas por meio de trabalhos escolares, etc... A criança que não tem como se defender aceita, pois se sente na obrigação de respeitar a professora que lhe impõe estes trabalhos (sobre festa Junina), e em alguns casos é até mesmo ameaçada com notas baixas, porquê a professora, na maioria das vezes, é devota de algum santo, simpatizante ou praticante da religião Católica, que é a maior divulgadora desta festa. Neste momento quando se mistura folclore e religião, a criança -inocente por natureza - rapidamente se envolve com as músicas, brincadeiras, comidas e doces. Aliás, não existiria esta festa não fosse a religião. Inclusive existe a competição entre clubes, famílias ou grupos para realizarem a maior ou a melhor festa junina da rua, do bairro, da fazenda, sítio, etc...
Além disso, não podemos nos esquecer de que o teor de tais festas oscila de região para região do país, especialmente no norte e no nordeste, onde o misticismo católico é mais acentuado.
As mais tradicionais festas juninas do Brasil acontecem em Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco).
O espaço onde se reúnem todos os festejos do período são chamado de arraial. Geralmente é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras.
Uma Suposta Origem das Festividades
Para as crianças católicas, a explicação para tais festividades é tirada da Bíblia com acréscimos mitológicos. Os católicos descrevem o seguinte:
“Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com freqüência, afinal de contas amigos de verdade costumam conversar bastante. Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso! Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Intemet. Assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez. Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu a fogueira. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços, era dia 24 de junho. Começou, então, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas, como foguetes, danças e muito mais!”.
Como podemos ver, a forma como é descrita a origem das festas juninas é extremamente pueril, justamente para que alcance as crianças.
As comemorações do dia de São João Batista, realizadas em 24 de junho, deram origem ao ciclo festivo conhecido como festas juninas. Cada dia do ano é dedicado a um dos santos canonizados pela Igreja Católica. Como o número de santos é maior do que o número de dias do ano, criou-se então o dia de “Todos os Santos”, comemorado em 1 de novembro. Mas alguns santos são mais reverenciados do que outros. Assim, no mês de junho são celebrados, ao lado de São João Batista, dois outros santos: Santo Antônio, cujas festividades acontecem no dia 13, e São Pedro, no dia 28.
Plágio do Paganismo
Na Europa antiga, bem antes do descobrimento do Brasil, já aconteciam festas populares durante o solstício de verão (ápice da estação), as quais marcavam o início da colheita. Dos dias 21 a 24, diversos povos , como celtas, bascos, egípcios e sumérios, faziam rituais de invocação da fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. As pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos. Por exemplo: as cerimônias realizadas em Cumberland, na Escócia e na Irlanda, na véspera de São João, consistiam em oferecer bolos ao sol, e algumas vezes em passar crianças pela fumaça de fogueiras.
As origens dessa comemoração também remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias”. Daí temos uma das procedências do atual nome “festas juninas”.
Tais celebrações coincidiam com as festas em que a Igreja Católica comemorava a data do nascimento de São João, um anunciado da vinda de Cristo. O catolicismo não conseguiu impedir sua realização. Por isso, as comemorações não foram extintas e, sim, adaptadas para o calendário cristão. Como o catolicismo ganhava cada vez mais adeptos, nesses festejos acabou se homenageando também São João. É por isso que no inicio as festas eram chamadas de Joaninas e os primeiros paises a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal.
Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antonio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho passaram a ser chamadas de festas juninas. O curioso é que antes da chegada dos colonizadores, os índios realizavam festejos relacionados à agricultura no mesmo período. Os rituais tinham canto, dança e comida. Deve-se lembrar que a religião dos índios era o animismo politeísta (adoravam vários elementos da natureza como deuses).
As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque são muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas”.
Sincretismo Religioso
Religiões de várias regiões do Brasil, principalmente na Bahia, aproveitam-se desse período de festas juninas para manifestar sua fé junto com as comemorações católica. O Candomblé, por exemplo, ao homenagear os orixás de de sua linha, mistura suas práticas com o ritual católico. Assim, durante o mês de junho, as festas romanas ganham um cunho profano com muito samba de roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Paralelamente as bandas de axé music se espalham pelas ruas das cidades baianas durante os festejos juninos.
Um fator fundamental na formação do sincretismo é que, de acordo com as tradições africanas, divindades conhecidas como orixás governavam determinadas partes do mundo. No catolicismo popular, os santos também tinham esse poder. “Iansã protege contra raios e relâmpagos e Santa Bárbara protege contra raios e tempestades. Como as duas trabalham com raios, houve o cruzamento. Cultuados nas duas mais populares religiões afro-brasileiros – a umbanda e o candomblé – cada orixá corresponde a um santo católico. Ocorrem variações regionais. Um exemplo é Oxóssi, que é sincretizado na Bahia com São Jorge mas no Rio de Janeiro representa São Sebastião. Lá, devido ao candomblé, o Santo Antônio das festas juninas é confundido com Ogun, santo guerreiro da cultura afro-brasileira.
Superstições
Puxada do mastro é a cerimônia de levantamento do mastro de São João, com banda e foguetório. Além da bandeira de São João, o mastro pode ter as de Santo Antonio e São Pedro, muitas vezes com frutas, fitas de papel e flores penduradas. O ritual tem origem em cultos pagãos, comemorativos da fertilidade da terra, que eram realizados no solstício de verão, na Europa.
Acredita-se que se a bandeira vira para o lado da casa do anfitrião da festa no momento em que é içada, isto é sinal de boa sorte. O contrario indica desgraça. E caso aponte em direção a uma pessoa essa será abençoada.
2 - As Fogueiras
Sobre as fogueiras há duas explicações para o seu uso. Os pagãos acreditavam que elas espantavam os maus espíritos. Já os católicos acreditavam que era sinal de bom presságio. Conta uma lenda católica que Isabel prima de Maria, na noite do nascimento de João Batista , ascendeu uma fogueira para avisar a novidade à prima Maria, mãe de Jesus. Por isso a tradição é acendê-las na hora da Ave Maria (às 18h).
Você sabia ainda que cada uma das três festas exige um arranjo, diferente de fogueira? Pois é, na de Santo Antonio, as lenhas são atreladas em formato quadrangular; na de São Pedro, são em formato triangular e na de São João possui formato arredondado semelhante à pirâmide.
3 - Os Fogos de Artifício
Já os fogos dizem alguns, eram utilizados na celebração para “despertar” São João e chamá-lo para as comemorações de seu aniversário. Na verdade os cultos pirolátricos são de origem portuguesa. Antigamente em Portugal, acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha como finalidade espantar o diabo e seus demônios na noite de São João.
4 - Os Balões
A sociedade “Amigos do Balão” nasceu em 1998 para defender a presença do ‘balão junino’ nessas festividades. O padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão e o inventor Alberto Santos são figuras ilustres entre os brasileiros por soltarem balões por ocasião das festas juninas de suas épocas, portanto podemos dizer que eles foram os precursores dessa prática.
Hoje, como sabemos, as autoridades seculares recomendam os devotos a abster-se de soltar balões pelos incêndios que podem provocar ao caírem em urna floresta, refinaria de petróleo, casas ou fábricas. Essa brincadeira virou crime em 1965, segundo o artigo 26 do Código Florestal. Também está no artigo 28 da lei das Contravenções penais, de 1941. O infrator pode ir para a cadeia. Não obstante, essa prática vem resistindo às proibições das autoridades. Geralmente, os balões trazem inscrições de louvores aos santos de devoção dos fiéis, como por exemplo, “VIVA SÃO JOÃO!! !“, ou a outro santo qualquer comemorado nessas épocas.
Todos os cultos das festas juninas estão relacionados com a sorte. Por isso os devotos acreditam que ao soltar balão e ele subir sem nenhum problema, os desejos serão atendidos, caso contrário (se o balão não alcançar as alturas) é um sinal de azar.
A tradição também diz que os balões levam os pedidos dos homens até São João. Mas tudo isso não passa de crendices populares.
OS SANTOS
Santo Antônio
Alguns dizem que o nome verdadeiro desse santo não é Antônio, mas Fernando de Bulhões, segundo estes, ele nasceu em Portugal em 15 de agosto de 1195 e faleceu em 13 de junho de 1231.
Outros porém, afirmam que Fernando de Bulhões foi a cidade onde nasceu. Aos 24 anos, já na Escola Monástica de Santa Cruz de Coimbra, foi ordenado sacerdote.
Dizem que era famoso por conhecer a Bíblia de cor. Ao tomar conhecimento de que quatro missionários foram mortos pelos serracenos, decidiu mudar-se para Marrocos. Ao retomar para Portugal, a embarcação que o trazia desviou-se da rota por causa de uma tempestade, e ele foi parar na Itália. Lá, foi nomeado pregador da Ordem Geral. Depois de um encontro com os discípulos de Francisco de Assis, entrou para a ordem dos franciscanos e foi rebatizado de Antônio. Viveu tratando dos enfermos e ajudando a encontrar coisas perdidas. Dedicava-se ainda em arranjar maridos para as moças solteiras. Sua devoção foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram erigir em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele. Faz parte da tradição que as moças casadouras recorram a Santo Antônio, na véspera do dia 13 de junho, formulando promessas em troca do desejado matrimônio. Esse fato acabou curiosamente transformando 12 de junho no “Dia dos Namorados”.
A fama de casamenteiro surgiu mesmo depois de sua morte, no século XIV. Diz a lenda que uma moça pobre pediu ajuda a Santo Antonio e conseguiu o dote que precisava para poder casar. A história se espalhou e hoje é o santo que homens e mulheres recorrem quando o objetivo é encontrar sua metade.
No dia 13, multidões se dirigirem às igrejas pelo pão de Santo Antônio. Dizem que é bom carregar o santo na algibeira para receber proteção.
Uma outra curiosidade é que a imagem deste santo sempre aparece com o menino Jesus no colo. Você sabe por quê? Existem duas versões para isso: uma, diz que o menino representa o quanto ele era adorado pelas crianças; a outra, que ele era um pregador tão brilhante que dava vida aos ensinos da Bíblia. O menino seria a personificação da palavra de Deus.
É bastante comum entre as devotas de Santo Antônio colocá-lo de cabeça para baixo no sereno amarrado em um esteio. Ou então jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja satisfeito. Depois cantam:
“Meu Santo Antônio querido,
Meu santo de carne e osso,
Se tu não me deres marido,
Não te tiro do poço”.
As festas antoninas são urbanas, caseiras, domésticas, porque Santo Antônio é o santo dos nichos e das barraquinhas.
Na A Tribuna de 14 de junho de 1997, página A8, lemos: “O dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, foi lembrado.., com diversas missas e a distribuição de 10 mil pãezinhos. Milhares de fiéis compareceram às igrejas para fazer pedidos, agradecer as graças realizadas e levar os pães, que, segundo dizem os fiéis, simbolizam a fé e garantem fartura à mesa”. Ainda para Santo Antônio, cantam seus admiradores:
“São João a vinte e quatro,
São Pedro a vinte e nove,
Santo Antônio a treze,
Por ser o santo mais nobre”.
São João
A Igreja Católica o consagrou santo. Segundo essa igreja, João Batista nasceu em 29 de agosto, em 31 A.D., na Palestina, e morreu degolado por Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salomé (Mt 14.1-12). A Bíblia, em Lucas 1.5-25, relata que o nascimento de João Batista foi um milagre, visto que seus pais, Zacarias e Isabel, na ocasião, já eram bastante idosos para que pudessem conceber filhos.
Em sua festa, São João é comemorado com fogos de artifício, tiros, balões coloridos e banhos coletivos pela madrugada. Os devotos também usam bandeirolas coloridas e dançam. Erguem uma grande fogueira e assam batata-doce, mandioca, cebola-do-reino, milho verde, aipim etc. Entoam louvores e mais louvores ao santo.
As festas juninas são comemoradas de uma forma rural, sempre ao ar livre, em pátios e/ou grandes terrenos previamente preparados para a ocasião.
João Batista, biblicamente falando, foi o precursor de Jesus e veio para anunciar a chegada do Messias. Sua mensagem era muito severa, conforme registrado em Mateus 3.1-11. Quando chamaram sua atenção para o fato de que os discípulos de Jesus estavam batizando mais do que ele, isso não lhe despertou sentimentos de inveja (Jo 4.1), pelo contrário, João Batista se alegrou com a notícia e declarou que não era digno de desatar a correia das sandálias daquele que haveria de vir, referindo-se ao Salvador (Lc 3.16).
Se em vida João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração, será que agora está aceitando essas festividades em seu nome, esse tipo de adoração à sua pessoa? Certamente que não!
São Pedro
É atribuída a São Pedro a fundação da Igreja Católica, que o considera o “príncipe dos apóstolos” e o primeiro papa. Por esse motivo, os fiéis católicos tributam a esse santo honrarias dignas de um deus. Para esses devotos, São Pedro é o chaveiro do céu. E para que alguém possa entrar lá é necessário que São Pedro abra as portas.
Uma das crendices populares sobre São Pedro (e olha que são muitas!) diz que quando chove e troveja é por que ele está arrastando os móveis do céu. Pode!
Na ocasião, ocorrem procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos. Para os pesca-dores, o dia de São Pedro é sagrado. Tanto é que eles não saem ao mar para pescaria. É ainda considerado o santo protetor das viúvas.
A brincadeira de subir no pau-de-sebo (uma árvore de origem chinesa) é a que mais se destaca nas festividades comemorativas a São Pedro. O objetivo para quem participa é alcançar os presentes colocados no topo.
Os sentimentos do apóstolo Pedro, eram extremamente diferentes do que se apregoa hoje, no dia 29. De acordo com sua forma de agir e pensar, conforme mencionado na Bíblia, temos razões para crer que ele jamais aceitada os tributos que hoje são dedicados à sua pessoa.
Quando Pedro, sob a autoridade do nome de Jesus, curou o coxo que jazia à porta Formosa do templo de Jerusalém e teve a atenção do povo voltada para ele como se por sua virtude pessoal tivesse realizado o milagre não titubeou, mas declarou com muita segurança sua dependência do Deus vivo e não quis receber nenhuma homenagem (cf. Atos 3:12-16 ; 10:25,26).
Os Evangélicos e as Festas Juninas
Diante de tudo isso, perguntamos: “Teria algum problema os evangélicos acompanharem seus filhos em uma dessas festas juninas realizadas nas escolas, quando as crianças, vestidas a caráter (de caipirinha), dançam quadrilha e se fartam dos pratos oferecidos nessas ocasiões: cachorro-quente, pipoca, milho verde etc?”. É óbvio que nenhum crente participa dessas festas com o objetivo de praticar a idolatria, pois tal procedimento, por si só, é condenado por Deus!
Quanto à essa questão, tão polêmica, é oportuno mencionar o comportamento de certas igrejas evangélicas, com a alegação de estarem propagando o evangelho durante o Carnaval, dedicam-se a um tipo duvidoso de evangelização nessa época do ano. Fazem de tudo, inclusive usam blocos carnavalescos com nomes bíblicos. Não devemos nos esquecer, no entanto, de que as estratégias evangelísticas devem ocorrer o ano todo, e não apenas em determinadas ocasiões, O mesmo acaba acontecendo no período das festas juninas. Ultimamente, surgiram determinadas igrejas evangélicas que, a fim de levantar fundo para os necessitados e distribuir cestas básicas aos pobres, estão armando barracas junto com os católicos em locais em que as festas juninas são promovidas por órgãos públicos. Os produtos que vendem, diga-se de passagem, são característicos das festividades juninas. Os “cristãos” que ficam nas barracas vestem-se a caráter e pensam que, dessa forma, estão procedendo biblicamente.
E o que dizer das igrejas que promovem festas juninas em suas próprias dependências com a alegação de arrecadarem fundos? As festas juninas têm um caráter religioso que desagrada a Deus. Nestas festas ocorrem rezas, canções e missas; as comidas e doces são oferecidos a estes santos -claro que os que comem não são os santos, mas os que participam dela. Este procedimento de "oferecer comida aos santos" é muito parecido aos despachos espíritas nos cemitérios e encruzilhadas; talvez a diferença seja o local da "festa". Então, como separar o folclore da religião se ambas estão intrinsecamente ligadas? O povo de Israel abraçou os costumes das nações pagãs e foi criticado pelos profetas de Deus. A vida de Elias é um exemplo específico do que estamos falando. Ele desafiou o povo de Israel a escolher entre Jeová Deus e Baal. O profeta pôs o povo à prova: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o”(lRs 18.21). É claro que o contexto histórico do texto bíblico em pauta é outro, mas, como observadores e seguidores da Palavra de Deus, devemos tomar muito cuidado para não nos envolvermos com práticas herdadas do paganismo. Pois é muito arriscada a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, adotada por alguns evangélicos. É preciso que os líderes e pastores aprofundem a questão, analisem a realidade cultural do local em que desenvolvem certas atividades evangelísticas e ministério e orientem os membros de suas respectivas comunidades para que criem e ensinem os filhos nos preceitos recomendados pela Palavra de Deus. O simples fato de proibirem as crianças de participar dessas comemorações na escola em que estudam não resolve o problema, antes, acaba agravando a situação.
O que diz a Bíblia
Para muitos cristãos, pode parecer que a participação deles nessas festividades juninas não tenha nenhum mal, e que a Bíblia não se posiciona a respeito. O apóstolo Paulo, no entanto, declara em I Coríntios 10.11 que as coisas que nos foram escritas no passado nos foram escritas para advertência nossa. Vejamos o que ele disse: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”.
O que nos mostra a história do povo de Israel em sua caminhada do Egito para Canaã? Quando os israelitas acamparam junto ao Monte Sinai. Moisés subiu ao monte para receber a lei da parte de Deus. A demora de Moisés despertou no povo o desejo de promover uma festa a Deus. Arão foi consultado e, depois de concordar, ele próprio coletou os objetos de ouro e fabricou um bezerro com esse material, O texto bíblico diz o seguinte:
“Ele os tomou das suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, apregoando, disse: Amanhã será festa ao Senhor” (Êx 32.4-5).
Qual foi o resultado dessa festa idólatra ao Senhor? Deus os puniu severamente: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças. acendeu-se-lhe a ira, e arremessou das mãos as tábuas, e as quebrou ao pé do monte. Então tomou o bezerro que tinham feito, e o queimou no fogo, moendo-o até que se tomou em pó, e o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel.
O teor religioso das festas juninas não passa de um ato idólatra quando se presta culto a Santo Antônio, São João e São Pedro.
Como crentes, devemos adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Assim, nossos lábios devem louvar tão-somente o Senhor Deus: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). O texto de Apocalipse 7.9 é um bom exemplo do que estamos falando: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”.
É possível imaginar um cristão cantando louvores a São João Batista? O cântico seria mais ou menos assim:
“Onde está o Batista?”.
Ele não está na igreja,
Anda de mastro em mastro,
A ver quem o festeja”.
Lembramos a atitude de Paulo e Barnabé diante de um ato de adoração que certos homens quiseram prestar a eles: “E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Bamabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava. E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Porém, ouvindo isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando, e dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, Sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (At 14.11-15).
Os Santos não Podem Ajudar
Normalmente, as pessoas que participam das festas juninas querem tributar louvores a seus patronos como gratidão pelos benefícios recebidos. Admitem que foram atendidas por Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Crêem também que esses santos podem interceder por elas junto a Deus. Entretanto, os santos não podem fazer nada pelos vivos. Pedro e João, como servos de Deus obedientes que foram, estão no céu, conscientes da felicidade que lá os cercam (Lc 23.43; 2Co 5.6-8; Fp 1,21-23). Não estão ouvindo, de forma nenhuma, os pedidos das pessoas que os cultuam aqui na terra. O único intercessor eficaz junto a Deus é Jesus Cristo. Diz a Bíblia: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (um 2.5).
E mais:
“É Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os monos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, ternos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos. mas também pelos de todo o mundo” (lJo 2.1-2).
Foi o próprio Senhor Jesus quem nos disse que deveríamos orar ao Pai em seu nome para que pudéssemos alcançar respostas aos nossos pedidos: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome eu o farei”(Jo 14.13-14).
Quanto ao teor religioso das festas juninas, podemos declarar as palavras de Deus ditas por meio do profeta:
“Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro” (Arn 5.21).
Como seguidores de Cristo, suplicamos, diante desta delicada exposição, que Deus nos conceda sabedoria para que consigamos proceder de uma maneira que o agrade em todas as circunstâncias, pois: “toda ação de nossa vida toca alguma corda que vibrará na eternidade” (E. H. Chapin).
Algo em Que se Pensar
O Brasil é um dos maiores paises agrícola do mundo. Até conhecemos aquela frase elogiando as terras brasileiras: nas quais, "... em se plantando tudo dá". No entanto (pasmem), o governo está importando (isto é, comprando) de outros países arroz, feijão, trigo, café, cacau etc. Era para estarmos exportando, vendendo, aumentando o capital, e não comprando, pois temos terras de excelente qualidade. Um dos problemas da falta de produção agrícola é a desvalorização do "homem do campo". Sabemos que existe um êxodo rural muito grande, 80% da população brasileira vive nas cidades e somente 20 % vivem no campo. Não estaria as festas juninas contribuindo para formar uma imagem negativa de nosso povo da zona rural? Não é exagerado o ponto de vista em que sugere que a imagem do homem do campo por vezes é humilhada nas festas juninas.
Veja: qual criança se espelharia no típico caipira das quadrilhas de festas juninas? Quais delas diria: "quando crescer quero ser um caipira, ou homem do campo, com as roupas remendadas"? As crianças querem ser médicos, professoras, atrizes, pois estes não são humilhados nas festas juninas. As Festas Juninas inconscientemente ou não, servem mais para humilhar as pessoas do campo do que para honrá-las como pretendem; o caipira, quando não é banguela, é desdentado, seu andar é torto, corcunda por causa da enxada, a botina é furada, suas roupas são rasgadas e remendadas, uma alusão ao espantalho, um pobre coitado! - pois talvez seja assim que os grandes latifundiários vêem o caipira, e essa visão é reproduzida por nossas crianças nas escolas. Poderia isto ser chamado de FOLCLORE e CULTURA?
A Bíblia diz categoricamente que "o que escarnece (humilha) do pobre insulta ao que o criou" (Pv. 17:5). Disso decorrem problemas urbanos graves como o favelamento e os menores abandonados, pois como os "caipiras" não conseguem sobreviver no campo, pensam que na cidade encontrarão trabalho. A esse processo dá-se o nome de "Êxodo Rural". E o nosso país agrícola é desmatado, onde só se planta pasto para boi gordo, e expulsa o homem do campo.
Motivos para não Participar de Festas Juninas
Diante de tudo o que foi dito acima daremos uma recapitulação expondo o "porquê" de não participarmos de festas juninas. Vejamos então:
1 - Plágio do Paganismo - Como vimos, as bases das festas juninas estão fincadas nas práticas das festividades pagãs, onde os pagãos na mesma data ofereciam seus louvores e suas festas em honra daqueles deuses. Eram as festas pelas colheitas. As festas juninas usurpou isto dos gentios, com apenas o detalhe de transvestir tais festas com roupagem cristã. No entanto, quando Deus introduziu o povo de Israel na terra prometida adverti-os severamente para que não usassem esse tipo de costume, diz Ele: "Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos." [Deut. 18:9]. Independentemente das intenções, fossem elas boas ou não, o plágio fora terminantemente proibido por Deus.
2 - Os Santos não Intercedem - É notório que estas festividades são para homenagear os três santos. Nestas datas as pessoas invocam sua proteção através de missas e fazem promessas e pedidos confiando em sua suposta intercessão. Não obstante, temos razões bíblicos em abundancia para rejeitarmos estas mediações que os devotos tanto acreditam. A Bíblia nos diz que existe um só mediador entre Deus e os homens: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem," [I Tm. 2:5]. Este verso exclui todos os demais mediadores forjados pela mente humana. Se temos que pedir alguma coisa a alguém, esse alguém tem de ser Jesus Cristo, veja o que Ele mesmo diz: "...e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei." [João 14:13,14]. Em toda a Bíblia não se encontra nenhum incentivo para fazermos nossos pedidos, promessas e votos a terceiros.
3 - Os Santos não Escutam Orações - Um devoto junino acredita piamente que seus "santos" ouvem suas petições por ocasião destas festividades natalícias ou fora delas, mesmo sabendo que estas personagens já morreram há séculos! Mais uma vez a Bíblia rejeita este conceito por declarar a posição correta dos mortos em relação aos vivos: "Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. 6 Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol." [Eclesiastes 9:5,6]. Veja que o verso nos diz que os que já morreram não sabem coisa nenhuma do que acontece aqui em nosso mundo, na terra (debaixo do sol). é claro que há consciência onde eles estão, mas aqui em nosso mundo eles não podem ajudar ou atrapalhar ninguém.
4 - Invocação de Espíritos dos Mortos - Como já vimos, há uma crença em que o espírito de São João possa ser despertado por ocasião da soltura de foguetes, afim de vir participar daquela festividade em sua homenagem. Folclore ou não, isto reflete de modo perfeito a crença católica da invocação dos santos. é claro que se o santo já morreu, o que é invocado é o espírito dele, e isto bate de frente com a advertencia bíblica a respeito da consulta aos mortos. Vejamos: "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos?" [Isaías 8:19]. E mais: "Não se achará no meio de ti nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti." [Deut. 18:9,-12]. No fundo a prática de invocar o espírito dos santos nada mais é do que uma prática espírita e como tal, é reprovada por Deus.
5 - Outro Espírito Recebe em Lugar do Santo - Como ficou demonstrado biblicamente os espíritos dos santos não sabem de nada do que acontece em nosso mundo, portanto não podem interceder por ninguém. Já que eles são neutros nisso tudo, para quem vai então às honras e os louvores destas festividades afinal? O apostolo Paulo estava ensinando quase a mesma coisa aos cristãos de Corinto quando disse: "Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios." Um pouco antes, ele acabara de dizer que o ídolo nada é ( 8:4 ), ou seja, quando os gentios sacrificavam suas oferendas e suas festividades a tais deuses, eles na verdade estavam sacrificando aos demônios (que eram os únicos a receberem tais oferendas), pois o ídolo nada é. Não estaria acontecendo algo similar nas festas juninas? Quando um devoto oferece sua colheita, suas oferendas e festividades a tais santos que segundo a Bíblia, não pode interceder e saber o que está acontecendo, quem então as recebe? Ou então, quando o pedido é atendido, quem concede estas "graças" às pessoas nas festas juninas? De uma coisa temos certeza: dos santos é que não são!
6 - Comidas e Imagens - Por último temos duas práticas rejeitadas pela Palavra de Deus. As comidas que são oferecidas nas festas juninas por vezes são benzidas e oferecidas ao santo que nada mais é do que um ídolo, pois a ele se fazem orações, carregam sua imagem em procissões, beijam-na, prostram-se diante dela etc. Como exemplo, temos o famoso pãozinho de Santo Antonio! Entretanto, a Bíblia diz: "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos...não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios." [Atos 15:29 ; I Co. 10:21]. Quanto às imagens dedicadas aos santos, elas são proibidas pela Bíblia nos seguintes termos: "Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás diante delas, nem as servirás;" [Deut. 5:8,9]. Estes são resumidamente alguns poucos motivos, para todo cristão genuíno não participar de tais festividades.
Conclusão
Pare e pense: como vimos, todas as práticas encontradas nas festas juninas são rejeitadas pela Palavra de Deus. Será que Deus se agradaria de tais festividades, quando sabemos que elas desobedecem explicitamente o que Ele ordenou em sua santa Palavra? Será que os católicos realmente estão honrando a Deus com isso? Pense novamente: Se Deus rejeitou as festas de Israel que eram dedicadas somente a Ele [Amós 5:21-23] , mas que haviam sido mescladas com elementos dos cultos pagãos dos países vizinhos, não rejeitaria com mais veemência ainda as ditas festas "cristã" dedicada aos santos?
CARNAVAL - FESTA DA CARNE
Um Site da Bahia faz o seguinte convite: "Pule o carnaval Carnal, lúdico, dilacerador, espiritualizado, físico, o Carnaval da Bahia é a maior festa urbana do Brasil, criada e mantida pelo povo. Uma manifestação espontânea, criadora, livre, pura, onde todos são-com maior ou menor competência-sambistas, frevistas, loucos dançarinos, na emoção suada atrás do som estridente, eletrizante, do trio. Ou no ritmo calmo, forte, tranqüilizante, orientalizado, do afoxé, incorporado num só movimento. Um ato de entrega, de transe e êxtase, de liberação de todas as tensões reprimidas e da envolvência absoluta entre o real e o fantástico, capaz de, num único e frenético impulso, balançar o chão da praça."
Fantasias das mais variadas cores extravagantes e modelos com criatividades sem precedentes, desfilam pelas passarelas. O culto à sensualidade já marca o compasso de espera e é a marca registrada dos componentes, dos integrantes das escolas de samba que desfilam seus carros alegóricos em meios às luzes dos refletores e câmaras de TVs tentando focar os corpos desnudos das mulheres em meios aos gritos desconexos vindo das arquibancadas abarrotadas de multidões esperando suas escolas passarem para serem aclamadas e reverenciadas como um culto explicito ao paganismo declarado.
Durante quatro dias toda esta movimentação aparentemente harmoniosa com ritmos atordoantes e alucinantes regados a bebidas alcoólicas e sexo sem limites enchem ilusoriamente o coração de seus participantes nos variados clubes das noites, na esperança de poderem neste espaço de tempo ceder sem nenhum temor a Deus às suas luxurias, na ignorância de que na quarta-feira confessando os seus excessos pecaminosos, através da figuração das cinzas, serão de seus pecados perdoados como se Deus tivesse permitido, dado o seu aval para outros deuses serem venerados e adorados nesta celebração.
Num.14:18-O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração.
Rm. 8.5-8,12-14 - que "os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
Gal.5:13,24-Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade par dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
Gal.6:8-Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
Naquela oportunidade impar lembro-me da declaração de entrega que fiz ao Senhor. Eu disse para Ele com toda sinceridade:"Senhor. Eis a minha vida em tuas mãos. Faz da minha vida aquilo que tu queres". Todas as bênçãos que tenho continuadamente obtido do Senhor teve a sua origem nesta simples, porém sincera declaração de entrega.
Hoje querido(a) amigo(a) Deus está lhe dando uma oportunidade através deste breve comentário. Ele quer que você mude, cancele os seus planos de "se envolver neste carnaval". Tome a melhor decisão de sua vida. Escolha Jesus Cristo.
Veja que você pode fazer:
Se arrependa de seus pecados
Confessá-os ao Senhor
Peça que Jesus faça morada em sua vida
Ande em novidade de vida.
Tome uma decisão inteligente e racional. Saia da ignorância e pare de ouvir os pedidos do diabo para que você se envolva mais uma vez este ano. Jesus está pronto para libertá-lo (a) desta prisão que você se encontra. Venha para a Vida, Venha para Jesus.A verdadeira vida você só encontra em Jesus.
A verdadeira alegria está em Jesus
A verdadeira paz é Cristo Jesus
Jesus é o caminho, a verdade e a vida.
Em minhas palavras finais quero incentivá-lo (a) a procurar uma Igreja evangélica mais próxima de sua casa.
Veja a programação desta Igreja para o período de carnaval. Se inscreva nas atividades. Mude a sua trajetória radicalmente e me conte depois o que Deus fez em sua vida. Eu tenho a certeza absoluta que Jesus Cristo não vai decepcioná-lo (a). Sua vida não vai ser mais a mesma. Você vai experimentar a presença, a unção saudável do Espírito Santo em sua vida. Tudo vai ser diferente e coisas antigas vão ficar definitivamente para trás no passado
Amado Deus. Tudo que o Espírito me pediu que eu escrevesse, eu escrevi. Não cabe a mim a tarefa do convencimento. Somente o Senhor pode fazê-lo. Eu não sei quantas pessoas terão acesso a estas informações de sua Palavra, porém estou certo em fé que aquelas cujo coração for maleável, terra boa, com certeza milagres irão acontecer.
Quero orar pedindo ao Senhor que as correntes que estão enlaçando milhares de vida este ano nesta festa da carnalidade e do paganismo caia por terra em nome de Jesus de Nazaré. Salve e liberte agora mesmo esta pessoa que está lendo esta oração e que ainda não entregou a sua vida para Jesus. Que o povo de Deus concorde com estas declarações, porque a tua Palavra é bem clara quando diz: "Que se ligarmos alguma coisa aqui na terra o Senhor ligará no céu. Declaramos portanto que os intentos do diabo sobre a nossa nação bem como a salvação e libertação de milhares e milhares de pessoas seja uma realidade notória este ano, como nunca antes se viu nos anais da história. Oro em nome de Jesus a quem dou Honras, Glórias e Louvores, hoje e sempre, Amém e Amém.
COMO SURGIU A FESTA DE CORPUS CHRISTI?
A festa é celebrada anualmente, mas não tem um dia fixo, ou seja, sua data é móvel e deve sempre ocorrer numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
Na realidade, a observação da festa deveria ocorrer na quinta-feira da semana santa, o dia da última Ceia, mas foi transferida para outra data para que não fosse prejudicada por causa das celebrações em torno da cruz e da morte de Jesus Cristo, na sexta-feira santa.
ORIGEM DAS COMEMORAÇÕES
Tudo começou com a religiosa Juliana de Cornellon, nascida na Bélgica, em 1193. Segundo alegou, teve insistentes visões da Virgem Maria ordenando-lhe a realização de uma grandiosa festa. Juliana (mais tarde Santa Juliana) afirmava que a festa seria instituída para honrar a presença real de Jesus na hóstia, ou seja, o corpo místico de Jesus na Santíssima Eucaristia. Ainda quando era bispo, o papa Urbano IV teve conhecimento dessas visões e resolveu estendêla à Igreja Universal, o que então já era uma verdadeira festa. Pela bula "Transituru do Mundo", publicada em 11 de agosto de 1264, Urbano IV a consagrou em todo o mundo, com uma finalidade tríplice:
- Prestar as mais excelsas honras a Jesus Cristo
- Pedir perdão a Jesus Cristo pelos ultrajes cometidos pelos ateus
- Protestar contra as heresias dos que negavam a presença de Deus na hóstia consagrada
NO BRASIL
AS PROCISSÕES
O que marca a festa de Corpus Christi são as procissões, quando ocorrem as ornamentações das ruas com tapetes feitos de vários tipos de materiais, como papel, papelão, latinhas de bebidas, serragem colorida, isopor, etc. Desenhos são elaborados nessa ornamentação com as figuras de Jesus, do cálice da Ceia e da Virgem Maria. Utilizam-se toneladas de materiais para formar os tapetes vistosos e admirados pelos que acompanham as procissões.
O MAIS IMPORTANTE
O momento mais solene da festividade de Corpus Christi é quando o hostiário, onde estão depositadas as hóstias ainda não consagradas, é conduzido nas procissões por um líder da alta hierarquia católica. No momento em que o hostiário passa, um silêncio profundo é observado por todos os presentes e, de uma extremidade a outra, tocasse a sineta que anuncia a passagem do cortejo. As reações das pessoas são as mais variadas. Algumas se comovem ao extremo e choram, outras se ajoelham diante do hostiário. De ponto em ponto, há uma parada, quando, então, se entoam cânticos tradicionais. Segundo a liderança romana, as ornamentações são feitas para que o Corpo de Cristo possa passar por um local digno, para ser visto por todas as pessoas. Representa uma manifestação pública da fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.
EUCARISTIA
Ensinando sobre a Eucaristia, diz a Igreja Católica: "A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o corpo, o sangue, a alma e a divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual".
Ensina, ainda, que na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que se encontra no céu. Esclarece também que essa mudança, conhecida como transubstanciação, "ocorre no ato em que o sacerdote, na santa missa, pronuncia as palavras de consagração: 'Isto é o meu corpo; este é o meu sangue'''.
O catecismo católico traz uma pergunta com relação ao Sacramento da Eucaristia nos seguintes termos: "Deve-se adorar a Eucaristia?". E responde: "A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque ela contém verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor".
O QUE DIZ A BÍBLIA?
Os católicos procuram justificar a festa de Corpus Christi com a Bíblia citando partes dela que supostamente dão base para o dogma da Eucaristia. Os textos mais freqüentemente usados são os de Mateus 26.26-29; Lucas 22.14-20 e João 6.53-56.
Essa doutrina é contrária ao bom senso e ao testemunho dos sentidos: o bom senso não pode admitir que o pão e o vinho oferecidos pelo Senhor aos seus discípulos na Ceia fossem a sua própria carne e o seu próprio sangue, ao mesmo tempo em que permanecia em pé diante deles vivo, em carne e osso. É manifesto que Jesus, segundo seu costume, empregou uma linguagem simbólica, que queria dizer: "Este pão que parto representa o meu corpo que vai ser partido por vossos pecados; o vinho neste cálice representa o meu sangue, que vai ser derramado para apagar os vossos pecados". Não há ninguém, de mediano bom senso, que compreenda no sentido literal estas expressões simbólicas do Salvador. A razão humana não pode admitir tampouco o pensamento de que o corpo de Jesus, tal qual se encontra no céu (Lc 24.39-43; Fp 3.20-21), esteja nos elementos da Ceia.
Biblicamente, a Ceia é uma ordenança e não uma Eucaristia; era empregado o pão e não a hóstia; é um memorial, como se lê em 1 Coríntios 11.25,26, e sua simbologia está em conformidade com o método de ensinamento do Senhor Jesus, que usou muitas palavras de forma figurada: "Eu sou a luz do mundo" (Jo 8.12); "Eu sou a porta" (Jo 10.9); "Eu sou a videira verdadeira" (Jo 15.1). Quando Jesus mencionou na última Ceia os elementos "pão" e "vinho", não deu qualquer motivo para se crer na transubstanciação.
Não se engane, adorar a Eucaristia também é um ato de idolatria!
Origem das Olimpíadas
O evento era tão importante que interrompia até as guerras.
Os nomes dos vencedores das competições começam a ser registrados a partir de 776 a.C.
Os vencedores recebiam uma coroa de louros. Mais tarde, os atletas se profissionalizam e passam a receber prêmios em dinheiro. As Olimpíadas perdem prestígio com o domínio romano na Grécia, no século II a.C. Em 392, o imperador Teodósio I converte-se ao cristianismo e proíbe todas as festas pagãs, inclusive as Olimpíadas.
Hércules
Outro mito vem da décima Ode à Olímpia, do poeta Píndaro. Ele conta a história de como Hércules, em seu quinto trabalho, teve de limpar os estábulos do rei Augias de Elis. Hércules se aproximou de Augias e prometeu limpar os estábulos pelo preço de um décimo do castelo do rei. Augias concordou, e Hércules mudou o curso dos rios Kladios e Alfios para dentro dos estábulos. Augias não cumpriu sua promessa e, depois que Hércules terminou sua tarefa, retornou para Elis e travou uma guerra com Augias. Hércules saqueou Elis e instituiu as Olimpíadas em honra a seu pai, Zeus. Também é dito que Hércules ensinou os homens a como lutar e mensurou uma pista para corridas à pé.
A FAMÍLIA E OS LIMITES
A história dos limites humanos vem de tempos remotos. Uma fonte segura e verdadeira nos revela de forma simbológica destas fronteiras. No livro do Gênesis 1.16,17; Deus disse ao homem: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente”. A partir da Palavra de Deus, a situação concreta dos limites tomou conta das nossas vidas.
Somos, neste contexto, como uma ilha – cercados de limites por todos os lados. Se o estômago não tivesse uma capacidade limitada em relação à quantidade de alimentos, seríamos regurgitadores peremptórios. Ao desobedecermos ao limite de velocidade estabelecido para determinada via, estamos sujeitos a uma notificação, porque um foto-sensor nos fotografou na hora do ato delituoso. O hipertenso tem que se abster de sal; o diabético, de açúcar; o gotoso de carne; o que apresenta insuficiência de lactase, de derivados de leite. A verdade é que somos o limite das limitações.
Por um lado isto nos dá certa incapacidade de tratar com o que não podemos realizar; por outro lado nos dá a possibilidade do exercício do autodomínio e do aprendizado da dependência.
Uma família que busca o equilíbrio e a vivência harmoniosa, não pode se eximir da utilização dos limites. Famílias em que os pais deletaram esta palavra do dicionário doméstico, talvez sejam pais que não saibam nem onde moram. Porque a sua própria casa é limitada ao norte, sul, leste e oeste. Família equilibrada é aquela na qual os pais impõem limites, usando de sua autoridade que é inconteste, diante dos filhos.
O livro do Eclesiástico traz uma série de versículos que nos ajudam a exercitar os limites impostos aos nossos filhos.
1 - Aquele que ama seu filho, castiga-o com freqüência, para que se alegre com isso mais tarde, e não tenha de bater à porta dos vizinhos.
2 - Aquele que dá ensinamentos a seu filho será louvado por causa dele, e nele mesmo se gloriará entre seus amigos.
3 - Aquele que educa o filho torna o seu inimigo invejoso, e entre seus amigos será honrado por causa dele.
Jesus, filho de Sirac, é o escritor sagrado, autor deste livro. Estes três primeiros versículos podem ser traduzidos sinteticamente desta forma:
4 - Aquele que ama seu filho... impõe limites.
5 - Aquele que dá ensinamento a seu filho... impõe limites.
6 - Aquele que educa o filho... impõe limites.
Em contrapartida, o mesmo livro nos mostra o que acontece quando soltamos as rédeas dos nossos filhos.
7 - Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes pensar as feridas; a cada palavra, suas entranhas se comoverão.
8 - Um cavalo indômito torna-se intratável; a criança entregue a si mesma torna-se temerária.
9 - Adula o teu filho e ele te causará medo; brinca com ele e ele te causará desgosto.
10 - Não lhe dês toda a liberdade na juventude, não feches os olhos às suas extravagâncias.
11 - Aquele que estraga seus filhos... não impõe limites.
12 - A criança é temerária porque os pais... não impõem limites.
13 - Aquele que adula o filho... não impõe limites.
14 - Dando toda a liberdade... não impõe limites.
Os limites são fundamentais. Sem eles as famílias não poderão sobreviver. Funcionam como um freio de mão. Para os jovens adolescentes e púberes são terríveis; mas são necessários. É no cumprimento deles que o equilíbrio prevalece. Nunca os deixem de impor aos seus filhos, para que eles saibam diferenciar conscientemente o que vem a ser liberdade e libertinagem, e optem pelo livre-arbítrio, à luz de Deus.
RELACIONAMENTOS – PERGUNTE-SE...
· O que tenho feito de bom aos outros e a mim mesmo?
· O que não tenho feito aos outros e a mim mesmo?
· O que me leva a achar que sempre o outro é culpado?
Então, percebemos que antes de nos relacionarmos com os outros, devemos aprender a nos conhecer melhor, algo que os cientistas ultimamente chamam de relacionamento intrapessoal; ou seja, o auto-conhecimento, a capacidade de relacionamento consigo mesmo, a habilidade de administrar meus sentimentos e emoções.
· Por acaso eu me conheço realmente?
· O que sei de meus pensamentos, sentimentos e emoções?
· Como anda minha auto-estima?
· O que posso fazer por mim para ser um pouco feliz hoje?
Aí descobrimos aquilo que Jesus falou (João 13:34 Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.) é uma eterna verdade; afinal, como alguém que não se ama pode amar o outro?
· O que me impede de amar?
· Se há algo em mim que não gosto, o que me impede de mudar?
· Será que Deus é injusto e alguém merece mais do que eu?
· Será que eu, filho de Deus, como herdeiro da criação, tenho o direito de negar meu merecimento?
Merecemos tudo, inclusive nosso auto-amor. O sol nasce para todos e talvez a diferença esteja em estarmos atentos para perceber essa maravilha e valorizá-la; tudo começa em nós.
· O que tenho feito para que os outros me queiram bem?
· Como tenho agido com meus filhos, cônjuge, amigos, companheiros de trabalho e até mesmo com desconhecidos?
· Quando encontro alguém, eu de coração, sorrio e desejo um bom dia? Eu ouço atentamente o que os outros têm a me dizer?
Na verdade, aos poucos descobrimos que os outros são nossos espelhos e nos devolvem a luz, as ações e os sentimentos que lhe passamos. Vamos pensar juntos, pertunte-se:
· Quando foi a última vez que ajudei alguém sem interesse?
· Quando disse: “EU TE AMO!”, a alguém?
· Tenho respirado fundo e usado à ferramenta do silêncio por dez segundos antes de responder a uma provocação?
· Tenho realmente aceito o outro como ele é?
Aos poucos vamos percebendo que:
o Tudo na vida depende da forma como vemos as coisas;
o Tudo começa e depende de nós;
o Recebemos dos outros aquilo que oferecemos;
o Um sorriso é mais importante que o dinheiro;
o Relacionamentos felizes são aqueles que começam pela nossa atitude;
o Ao trazermos tudo isso para nossa vida, nem mesmo em uma ilha deserta estaremos sós.
Ser Amigo... Deus colocou-nos neste mundo para os outros.
Conforme eu ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo na direção dele, eles o atropelaram, arrancando todo seu material e empurrando-o ao chão. Seus óculos voaram e ele ergueu o rosto e pude ver uma terrível tristeza em seus olhos.
Com meu coração penalizado, corri até onde ele engatinhava procurando seus óculos e pude ver uma lágrima em seu olho. Entreguei-lhe os óculos e disse: “aqueles meninos são uns bobos”. Ele me fitou os olhos e disse: “obrigado”.
Havia um grande sorriso naquela face, daqueles que realmente mostram gratidão. Ajudei-o a apanhar o material e perguntei onde morava. Por coincidência era perto de casa, então perguntei como nunca tinha visto antes. Ele respondeu que antes freqüentava escola particular. Conversamos por todo o caminho de volta, eu carreguei seu material. Convidei-o a jogar futebol comigo e meus amigos. Ele passou o final de semana comigo, e quanto mais conhecíamos Chico, mais eu e meus amigos gostávamos dele.
Chegou segunda-feira e lá estava Chico com todo seu material escolar outra vez. Eu parei e disse: você vai ficar realmente musculoso carregando este material todos os dias. Ele riu e me entregou metade.
Pelos próximos quatro anos, eu e Chico nos tornamos os melhores amigos. Quando estávamos nos formando começamos a pensar na faculdade. Seríamos sempre amigos apesar da distância. Ele seria médico e eu tentaria bolsa de estudos de educação física.
Chico era orador oficial de nossa turma. No dia da formatura o vi, ele estava ótimo. Quando subiu no oratório, limpou a garganta e começou o discurso: “a formatura é uma época para agradecermos àqueles que ajudaram você durante estes anos duros, seus pais, seus professores, seus irmãos, mas principalmente aos amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém é o melhor presente que você podes lhes dar. Eu vou lhes contar uma história:” eu olhei para meu amigo sem conseguir acreditar. Enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia que nos conhecemos. Ele tinha planejado se matar naquele final de semana. Ele contou a todos como havia esvaziado seu armário na escola, para que sua mãe não tivesse que fazer isto depois que ele morresse. Ele olhou diretamente nos meus olhos e me deu um pequeno sorriso. “Felizmente eu fui salvo, meu amigo me salvou de algo inominável.”
Eu observava o nó na garganta em todos na platéia, enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos aquele seu momento de fraqueza. Eu vi sua mãe e seu pai olhando para mim com aquela mesma gratidão.
Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior. Deus nos coloca a todos nas vidas uns dos outros para que tenhamos um impacto um sobre o outro de alguma forma.
DROGAS - NÃO HÁ FAMÍLIAS IMUNES
Gleaton afirmou, em uma das suas palestras, que o maior perigo é acreditar que a ameaça é remota. O que Thomas Gleaton tentou transmitir foi a mensagem de que nenhuma família é imune a este problema mundial.
Os pais devem estar atentos para a possibilidade de que, por diversas razões, seus filhos possam, um dia, experimentar drogas e até se tornarem dependentes.
Willian e Nancy Perkins, líderes da Marcha pela América e autores do livros “Criando seus filhos saudáveis num mundo cheio de drogas” afirmaram: “Vimos, por toda a América, pais de todas as procedências com filhos envolvidos com álcool e outras drogas. Prefeitos, pastores, empresários, diretores de escolas, motoristas, professores - todos com filhos consumindo drogas”.
Negando a ameaça das drogas, a família deixa de estar preparada para enfrentar o problema. A negação da possibilidade não faz com que a ameaça deixe de existir. A negação da possibilidade faz com que os pais deixem de entrar em ação.
A Pedagogia do Medo, que muitas vezes se apresenta através de frases do tipo “se um dia eu o encontrar usando drogas, vou acabar com você de tanta pancada” ou “se eu o apanhar com drogas você nunca mais vai morar nesta casa!”. Não faz com que os filhos evitem as drogas.
Além da demonstração de afeto, amor, aceitação, fortalecimento da auto-estima, o melhor caminho é o do diálogo desde a mais tenra idade. Para isto, os pais devem estar informados sobre os efeitos das drogas, entenderem seu impacto e as mudanças de comportamento que elas acarretam.
Os pais devem, de vez em quando e de maneira informal, conversar com os filhos, explicando-lhes como o uso de drogas pode transformar suas vidas e os problemas que eles terão pela frente. Como pais, não podemos impedí-los de usar drogas, mas podemos educá-los e alertá-los quanto aos perigos e conseqüências desagradáveis.
Ao ouvirem juntos uma notícia sobre drogas, inicie uma conserva sobre o tema. Perguntem o que eles têm aprendido, o que eles pensam sobre drogas, se conhecem casos de uso de drogas em seus colégios.Somente através de informações sólidas, lógicas e razoáveis os pais podem dar condições aos filhos de dizerem “não” às drogas.
AS DROGAS E A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA
Agregação
Diálogo
InformaçãoPais que conversam com os filhos sobre drogas, que falam de maneira amiga e sincera sobre os efeitos e riscos do uso de drogas, estão dando grandes passos para a vitória nessa área.
Afeto
Participação
O Bem Mais Precioso
Dinheiro eles quase não tinham, mas nenhum deles ligava para isso.
A confiança mútua era a esperança de um belo futuro, desde que tivessem um ao outro.
Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma.
Antes do casamento, porém, a moça fez um pedido ao noivo:
- Não posso nem imaginar que um dia possamos nos separar. Mas pode ser que com o tempo um se canse do outro, ou que você se aborreça e me mande de volta para meus pais.
- Quero que você me prometa que, se algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais precioso que eu tiver então.
O noivo riu, achando bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e assinou.
Casaram-se.
Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair da pobreza, e trabalhavam ainda mais.
E tempo passou e o casal prosperou. Conquistaram uma situação estável e cada vez mais confortável, e finalmente ficaram ricos.
Mudaram-se para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres da riqueza.
Mas, dedicados em tempo integral aos negócios e aos compromissos sociais, pensavam mais nas coisas do que um no outro.
Discutiam sobre o que comprar, quanto gastar, como aumentar o patrimônio, mas estavam cada vez mais distanciados entre si.
Certo dia, enquanto preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma bobagem qualquer e começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram às inevitáveis acusações.
- Você não liga para mim! - gritou o marido - só pensa em você, em roupas e jóias.
- Pegue o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos seus pais. Não há motivo para continuarmos juntos.
A mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se acabasse de descobrir uma coisa nunca suspeitada.
- Muito bem, disse ela baixinho. Quero mesmo ir embora. Mas vamos ficar juntos esta noite para receber os amigos que já foram convidados. Ele concordou.
A noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e a fartura que a riqueza permitia.
Alta madrugada o marido adormeceu, exausto. Ela então fez com que o levassem com cuidado para a casa dos pais dela e o pusessem na cama.
Quando ele acordou, na manhã seguinte, não entendeu o que tinha acontecido. Não sabia onde estava e, quando sentou-se na cama para olhar em volta, a mulher aproximou-se e disse-lhe com carinho:
- Querido marido, você prometeu que se algum dia me mandasse embora eu poderia levar comigo o bem mais precioso que tivesse no momento.
- Pois bem, você é e sempre será o meu bem mais precioso. Quero você mais que tudo na vida, e nem a morte poderá nos separar.
Envolveram-se num abraço de ternura e voltaram para casa mais apaixonados do que nunca.
O egoísmo, muitas vezes, nos turva a visão e nos faz ver as coisas de forma distorcida.
Faz-nos esquecer os verdadeiros valores da vida e buscar coisas que têm valor relativo e passageiro.
Importante que, no dia-a-dia, façamos uma análise e coloquemos na balança os nossos bens mais preciosos e passemos a dar-lhes o devido valor
terça-feira, 7 de abril de 2009
Não procure culpados pelas situação de seus filhos
– Eu não quero mais ouvir as irmãs que têm filhos afastados da igreja dizerem: Criei meus filhos na igreja e agora eles estão no mundo. Igreja não é lugar para criar os filhos. Filhos, a gente cria em casa.
Terceirizaram a educação cristã das suas crianças entregando-as à responsabilidade da igreja.
- Não lhes ensinaram a Bíblia em casa,
- Não os iniciaram na fé cristã pelo exemplo e pela oração, antes viviam em casa de modo oposto ao que era ensinado na igreja,
- Não demonstraram, pela sua fidelidade na mordomia, a prioridade do Reino de Deus em suas vidas.
Os filhos se afastaram da igreja por não terem conhecido, pessoalmente, em casa, o Senhor da Igreja. É impressionante o número de filhos de crentes, inclusive de líderes, diáconos e pastores que estão no mundo, não apenas fora da igreja, mas até hostis à igreja e ao próprio Cristo. As causas são sempre as mesmas. Ao contrário, os crentes que procuraram dar bom testemunho dentro do lar, que resistiram às tentações da maledicência e da murmuração, que foram leais em sua mordomia, que oraram e estudaram a Bíblia com seus pequeninos, que confiaram na graça de Jesus, hoje têm a alegria de ver seus filhos não apenas salvos, mas integrados na vida cristã e na igreja.
As influências negativas do mundo através da mídia, das más companhias e até da escola, tendem a afastar os adolescentes e os jovens da igreja. Por isso a família deve ser um refúgio, uma força moral maior que as influências de fora. É preciso que os pais convivam o máximo que puderem com seus filhos, que tenham diálogo franco e sincero com eles, que os acompanhem com suas mais fervorosas orações, que lhes ensinem a Palavra de Deus em casa desde quando eles são pequeninos.
A Bíblia diz que "a oração do justo pode muito em seus efeitos". Isso é verdade, especialmente em relação às orações dos pais pelos seus filhos. Se você está triste por ver seus filhos fora da igreja, que fazer? Será que não tem mais jeito? Tem jeito sim:
- Dobre seus joelhos, derrame suas lágrimas diante do Trono de Deus, confiando na graça de Deus e não nas orações suas ou de outros. A graça de Deus alcançará seus filhos não importa para que terra distante tenham eles se afastado.
- Nas suas orações, indague a Deus que mudanças Deus precisa fazer em você mesmo antes de mudar alguma coisa em seu filho. Provavelmente, haverá alguma coisa que Deus precisará mudar em você antes de ouvir suas orações por uma mudança em seu filho. Se Deus lhe mostrar que você cometeu falhas, peça perdão a Deus. Se suas falhas prejudicaram seus filhos, peça perdão também a eles. Talvez seja esta a parte mais difícil do processo, mas não desanime. Humilhe-se diante de Deus e o Senhor não deixará de responder às suas súplicas.
- Não procure culpados pela situação dos seus filhos. Procure e ache a misericórdia de Deus por você mesmo, por seu cônjuge, por seu filho e por aqueles que você considera culpados por estarem seus filhos fora da igreja.
- Cultive uma atitude positiva em relação à igreja e ao seu ministério. Não seja um crítico. Seja um intercessor.
- Caso o seu cônjuge não seja crente, ou seja um crente fraco, um mau exemplo, nem por isso Deus deixará de ouvir suas súplicas. Você pode neutralizar a influência negativa desse cônjuge através do poder da sua oração.
Tome para si a promessa de 2 Crônicas 7.14, entendendo que, onde o texto diz: "sararei a sua terra", você bem pode colocar "sararei a sua casa".
Cumpra as condições da primeira parte da promessa
e Deus fará o que ali lhe promete.
Egoísmo; Entendendo o que é egolatria
Na psicanálise, EGO é a personalidade da pessoa; a experiência que ela tem de si mesma; o eu de qualquer indivíduo.
O radical grego latria denota culto ou adoração.
Egolatria é, portanto, a adoração do próprio eu.
O elemento ego é o mesmo usado nas palavras:
· egocêntrico (que, ou quem tem no seu próprio EU o centro de todo interesse);
· egoísta (que trata apenas de seus interesses);
· egotista (aquele quem tem o hábito de falar ou escrever em excesso sobre si mesmo)
· e ególatra (que cultua a si próprio).
Relacionamos, a seguir, uma série de afirmações de caráter restritamente egoísta, as quais poderão servir como uma espécie de “juiz” para a própria consciência norteada pelo egocentrismo.
Vejamos:
· A dor do meu vizinho nunca me incomoda;
· Meu carro nunca funciona quando alguém precisa;
· Nunca tenho dinheiro para emprestar;
· Estou sempre ocupado com aquilo que é de meu próprio interesse;
· Não tenho tempo para trabalho voluntário;
· “Acho feio o que não é espelho”;
· Fico mais tempo na academia do que na igreja ou com meus amigos;
· Minhas preocupações restringem-se ao meu pequeno círculo familiar;
· Falo mais do que ouço;
· Evito ouvir queixas alheias;
· Troco da namorada(o) como troco de roupa;
· O que eu aprendo fica só para mim mesmo(a);
· Pouco me interessa saber por qual razão minha mulher (ou esposo) está preocupada(o) ou aflita(o);
· Quando alguém me pede uma ajuda, sempre tenho um NÃO como resposta;
· Sou incapaz de compreender o motivo da lágrima de alguém.
· Se as coisas não estão do meu jeito, nada está bem;
· Aborreço-me com facilidade quando alguém me critica;
· Costumo brincar com os sentimentos dos outros;
· Rio bastante quando vejo alguém numa situação embaraçosa;
· Só oro a Deus para pedir coisas;
· Agradeço a Deus pelo carro, pela casa, pelo emprego, pela saúde; porém, nunca pela amizade das pessoas, pelas flores, pela chuva, pelo vento, pelo bem-te-vi que canta no quintal...
· Tenho mania de criticar as outras pessoas;
· Não vejo necessidade de pregar o Evangelho;
· O que importa é que eu esteja salvo;
· Aceitei a Cristo somente para receber bênçãos materiais;
· Sou cristão porque quero ir para o céu;
· Acredito que todos os mendigos e maltrapilhos são vagabundos ou ladrões;
· Não dou esmolas porque ignoro o modo como irão usá-las.
· Dou o dízimo para ter o meu celeiro cheio;
· Preocupo-me em demasia com a minha aparência física;
· O que sou é menos relevante do que aquilo que tenho;
· “Os fins justificam os meios”;
· A verdade é aquela que em que acredito;
· Gosto apenas de receber carinho;
· Sou incapaz de dizer EU TE AMO;
· Tento controlar o modo de ser das pessoas;
· Faço antes para pensar depois;
· Tenho vergonha de pedir desculpas ou perdão;
· Não consigo admitir minhas próprias falhas;
· Jamais dou presentes; quando os dou é por puro interesse ou para tornar a pessoa dependente de mim;
· Não consigo abrir meu coração para alguém;
· Num diálogo só eu é que falo;
· Pouco me interessa saber o porquê de meu amigo ter faltado no serviço, na escola etc.;
· Nunca me lembro do aniversário de alguém; contudo, sinto-me magoado quando não lembram do meu.
· “Assim como a terra gira em torno do sol, assim as pessoas devem girar em torno de mim”;
· Só sei sorrir quando as coisas estão bem comigo;
· Detesto fazer visitas;
· Quando vejo um deficiente físico, agradeço a Deus por não ser igual a ele;
· Creio que as pessoas sofrem porque não têm fé;
· A palavra que mais uso, depois de meu próprio nome, é o pronome EU;
· Não há argumentos para aquilo que sei tratar-se da verdade;
· Ao ver um bêbado, rio “até cuspir o fígado”;
· Zombo do gordo, gracejo do magro, acho graça de quem tem orelhas grandes,
· brinco com os de narizes avantajados; no entanto, odeio quando alguém me chama de careca;
· No “Pai Nosso”, a parte de que mais gosto é: “Venha o teu reino...”;
· Sinto vergonha em ter parentes ou amigos problemáticos;
· Penso que Deus tem a obrigação de dar aquilo de que necessito;
· No meu RG fiz esta opção: “NÃO DOADOR DE ÓRGÃOS E TECIDOS”.
Muitas dessas afirmações não são – necessariamente – características de um verdadeiro ególatra. Algumas revelarão apenas uma certa timidez; outras, traços de personalidade. Contudo, a identificação com a maior parte delas pode sim ser indício de que tal pessoa vive realmente na egolatria.
O ególatra, como uma lagarta no casulo, vive preso no invólucro do egoísmo.
· Não tem consciência de que existe vida (no sentido físico e humano) além da sua.
· Não faz idéia de que as dores e tribulações que sente, também são sentidas por outras pessoas.
· Enquanto sua cabeça descansa tranqüilamente no travesseiro, não imagina que a da sua esposa (ou esposo) pode estar atormentada pela sua indiferença e desprezo.
Se este é o seu caso, chegou o momento de abandonar a casca do ovo, o instante de deixar o capulho de egocentrismo. Você precisa saber que o seu “mundinho” é pequeno demais para viver apenas nele. A vida é como uma extensa corrente, em que cada elo representa uma pessoa.
No seu viver cotidiano você sempre precisa de alguém.
· Você precisa do padeiro e, conseqüentemente,
· precisa do trabalhador que planta o trigo para fazer o pão, e
· assim sucessivamente num vínculo social interminável.
Enquanto você come, bebe e se alegra, há, em alguma ruazinha de Capim Grosso, alguém que sonha e, tal qual você, deseja também a felicidade... Faz-se necessário deixar-se envolver pela beleza das flores, sentir o aroma do amanhecer, ouvir com delicadeza o silvar dos pássaros, alegrar-se com os pingos da chuva, extasiar-se com um poema de amor; enfim, envolver-se com a vida, da qual você não é a síntese, mas apenas uma minúscula parte de um todo que se estende de onde você está até a mais remota aldeia africana. “Não digas ao teu próximo: Vai, e volta amanhã que to darei, se já o tens contigo” (Pv. 3:28).
Calendário do Ministério de Integração da Família de 2011
- 01/05 – Congresso da Família
- 28 e 29 /05– Congresso da Família
- 10/06 – Dia dos Namorados
- 23 /07 – Encontro Jovem
- 20/08 – Encontro de Sós
- 07/09 – Congresso União de Casados
- 08 à 11/09 – Despertando 2011
- 12/10 – Passeio da Família PIBA
- 26 e 27/11 – Encontro de Casais
- 28/12 – Café Colonial
Reuniões da União de Casados
As uniões se revesam com Estudos, Dinâmicas, Cultos, Confraternizações, Festas, Debates e muito mais.
Se você é casado, não importa a idade, venha participar conosco!
Que DEUS nos abençoe e nos dê sabedoria para ministrar, auxiliar e amar uns aos outros.
Aniversáriantes
- "Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios." (Salmos 90:12)
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- Faltou o seu aniversário? humm!!! Então precisamos atualizar sua ficha cadastral, procure Luciana ou Claudio, Obrigado.